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| Fábio Villaça vem se aprimorando nos
principais serviços de ecocardiografia nos Estados Unidos |
Há anos os médicos hematologistas e cardiologistas da FAMEMA
enfrentam uma triste realidade no tratamento das crianças e
adolescentes com neoplasias.
Muitos desses pacientes após um longo tratamento com drogas
antineoplásicas, conseguem a cura de suas doenças, mas não têm o que
comemorar, pois podem ser acometidos de grave doença cardíaca como
efeito colateral das drogas antineoplásicas no coração.
Esse fato tem despertado uma preocupação no mundo todo na tentativa
de evitar esse efeito indesejado, mas os exames tinham sempre falhado
em detectar alterações cardíacas insipientes, ocasião em que ainda
medidas poderiam ser tomadas para se evitar uma agressão maior ao
músculo cardíaco dessas crianças.
Pesquisadores da Famema liderados pelo professor Fábio Villaça
Guimarães desde 1998, vêm estudando e acompanhando um grupo expressivo
de pacientes em seguimento no setor de hematologia que tiveram uma
evolução bastante favorável no tratamento do câncer, e que também
inicialmente os exames não demonstravam acometimento cardíaco.
Desde então, tais pacientes vem sendo submetidos ao ecocardiograma
de estresse (exercício físico), que então evidenciou alterações da
função cardíaca ao exercício no coração desses pacientes, quando
comparados com indivíduos normais.
Com isso, os hematologistas puderam observar que tais pacientes,
apesar de terem recebido uma droga para o tratamento do câncer que é
extremamente eficaz em promover a cura nesses pacientes, e ser uma
dose também bastante baixa e segura, pode ainda deixar seqüelas no
músculo cardíaco desses pacientes, evidenciada pelo ecocardiograma.
Os médicos marilienses ficaram eufóricos quando viram o
reconhecimento do seu trabalho pela comunidade médica internacional,
pois o trabalho científico conduzido pela equipe médica da FAMEMA
durante esses anos foi então publicada esse mês na prestigiosa revista
médica “The American Journal of Cardiology”.
Tal estudo do ponto de vista da prática médica é extremamente
importante, pois mostrou a importância do seguimento e diagnóstico do
acometimento cardíaco dessas crianças, inclusive no tratamento precoce
dessa disfunção cardíaca.
Segundo o médico Fábio Villaça, “o aparecimento de uma doença
cardíaca na evolução do tratamento de uma criança com câncer e que
teve uma evolução favorável no seu tratamento, sempre despertou em nós
uma grande preocupação, e isso foi o que motivou toda a equipe,
principalmente a excelente parceria estabelecida com a oncologista
pediatra da FAMEMA Doralice Tan.
Assim, Com esse novo marcador diagnóstico, agora é possível
monitorar esse efeito indesejável da droga e precocemente mudar a
orientação terapêutica ao menor sinal de dano cardíaco.
Os médicos marilienses acreditam que essas novas informações que
agora foram divulgadas por essa revista, referencia em informação
cardiológica no mundo, acarretará repercussões na forma de conduzir o
tratamento dessas crianças.
O médico Fábio Villaça nos últimos anos tem passado períodos nos
principais serviços de ecocardiografia nos Estados Unidos,
contribuindo assim para o desenvolvimento do trabalho na Famema.
Colaboraram ainda na pesquisa os médicos Alexandre Rodrigues do
Instituto do Coração de Marilia, João Braga também da FAMEMA e Paulo
Waib na área de estatística.